Bonde Aéreo

turbulências mentais

Archive for Dezembro 2008

Graffiti 3D

com um comentário

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Esta eu não conhecia. O chão da rua virou tela de pintura pra fazer graffiti. E o melhor de tudo é que as imagens são em três dimensões e têm de ser vistas do ângulo certo, uma ilusão de ótica que é usada há bastante tempo no cinema.

Adorei a idéia. Parece até que um dos mestres nisso, Julian Beveer, já colocou as mãos nas calçadas brasileiras. Mas, não acho que a técnica deveria ser chamada de graffiti, por mais que muitos usem spray. A ilusão de ótica dá uma característica totalmente diferente do graffiti tradicional – abstrato, figurativo ou de tags. Seja o que for, vale a pena conferir.

Pra ver mais, saca a imensa galeria que o WebUrbanist preparou. O site do Julian Beveer também é ótimo.

Abaixo, algumas que gostei mais.

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Escrito por ftserrano

Dezembro 18, 2008 em 1:44 am

Publicado em arte, graffiti, pintura

Link – 15/12/2008

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Escrito por ftserrano

Dezembro 16, 2008 em 4:40 pm

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mallu – fui e gostei

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Casa lotada no Studio SP ontem para ver a Mallu Magalhães, dessa vez sem o Cam(p)elo. Confesso que fui, como diz meu avô, “de nariz fechado” e cara de desconfiança. Conhecia o som da garota só de myspace, youtube e ipod de amigos. Achava que fazia uma música muito boa, se eu tivesse a  mesma idade que ela. Como não tenho, o folk sentimental não fazia eu sentir nada, a não ser simpatia pelo trabalho.

Ela entrou com o vestido bege e curto,  sapatos meio que dourados e tocando banjo. Musiquinha tranquila, mas me impressionei de cara com sua voz. Como canta bem! Nas músicas seguintes, a banda – que é sensacional – entrou em peso no som. Os caras tocam demais. Não sei qual o nome das músicas, reconhecia algumas, mas era realmente estonteante, de não conseguir tirar os olhos da íncrivel presença de palco que ela e eles têm. Mallu já pede para aumentarem o som do violão com a maior naturalidade de um artista de carreira. Tocou violão, banjo, gaita e aquela flauta-piano, arrasando nas letras em inglês (comentário: não demora até virar garota-propaganda de uma escola de inglês, mas isso não tem nada a ver com o show). No final, desceu do palco até escoltada por alguém com pinta de segurança ou produtor. Essa não entendi. Ninguém cercou a Mallu.

Enfim, quero pegar agora o álbum pra comparar. Mas, realmente, mesmo para quem não é fã, vale a pena ver a menina ao vivo. Já tem um videozinho da apresentação, não tá muito bom, mas olha ae:

Escrito por ftserrano

Dezembro 12, 2008 em 9:16 pm

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O artista do acaso

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Texto que fiz sobre o trabalho do pinto Rodolpho Parigi.

ARTES PLÁTICAS

Artista do acaso

Rodolpho Parigi, que se interessou pela arte depois dos 20 anos, faz parte hoje da retomada da pintura no País

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Filipe Serrano

A trajetória artística do pintor brasileiro Rodolpho Parigi é cercada de acasos. Muito bem sucedidos, por sinal, já que foi a apenas seis anos, em uma viagem à Espanha, que Parigi se despertou pela arte. Por acaso, claro. Ele até costuma a confessar que só conhecia Picassos e Dalis antes daquele momento, ao vislumbrar pinturas e obras arquitetônicas em Madri e Barcelona. Hoje, aos 31 anos, Parigi já carrega o fardo ­– e uma tatuagem no braço direito – de ser uma das maiores apostas da pintura brasileira contemporânea. E se prepara para abrir em fevereiro do ano que vem a sua primeira exposição individual. “Ainda estou no começo da história”, ele diz.

Suas obras, que refletem um auto-retrato segundo ele, seguem a mesma instantaneidade que cerca sua vida. O trabalho de produção não leva nenhum tipo de rascunho prévio e sempre é acompanhado pela sonoridade das guitarras e baterias da banda White Stripes e outros rocks norte-americanos. A trilha musical dá o tom performático no trabalho cujo resultado na tela é uma mistura de cores vibrantes e formas ora gelatinosas, ora geométricas.

Tonalidades roxas, rosas – suas preferidas – e em outras cores variadas e claras são predominantes nas obras de Parigi. Ele define-as, com o pudor de quem não gosta de explicar seu trabalho, como um geometrismo colorido, ou uma pintura com aspecto.

O geometrismo anamórfico é a característica que mais desassocia Parigi de outros pintores expoentes de sua geração, como Marina Heigantz e Rodrigo Bivar. Ambos formam junto com Parigi e mais cinco pintores o grupo 2000e8, apenas de novos artistas. Enquanto os contemporâneos de Parigi seguem modelos mais figurativos na pintura, com retratos e expondo os traços dos pincéis, o artista prefere se assemelhar com a arte digital, na qual abusa-se das ferramentas de colagem e edição de imagem no Photoshop. A intenção de Parigi é exatamente fazer uma pintura com Photoshop, um trabalho de possibilidades, com elementos fotográficos, tridimensionais e até da colagem.

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Os elementos abstratos e tridimensionais de Parigi, com aspecto psicodélico, não são experimentações novas, e até são bastante explorados atualmente nas artes gráficas, no design e, principalmente, no graffiti brasileiro que vive um auge desde o início da década, quando foi redescoberto. Grafiteiros mais abstratos como Highraff, Hebert Baglione, Zezão, Boleta e Bugre também são bastante influenciados por desenhos anamórficos e delineados e pintam nos muros formas viçosas semelhantes às que Parigi esculpe com o pincel.

O pintor também não se restringe ao espaço da tela. Em uma de suas séries, chamada Apropri…ação, ele leva seus desenhos às paredes para ampliar os limites e abandona as cores fortes. Ele prefere explorar neste trabalho a dualidade do branco-e-preto somada os ângulos retos das paredes e à forma cúbica do suporte, algo bastante semelhante às obras de Regina Silveira, porém, com o peso de seus traços e desenhos únicos. E também sem planejamento, sem um projeto da obra, ao acaso.

Apesar de Parigi também usar o suporte da parede e elementos abstratos, ele afirma que não gosta de graffiti e até vê essa arte de rua com rancor. Os desenhos nos muros não o atraem, mas Parigi vê uma beleza nas pixações (como os pichadores costumam descrever) com letras estilizadas e criativas criadas pelos adolescentes de periferia que escalam prédios.

O artista se destaca porque traz uma nova experiência desses elementos psicodélicos badalados. Consegue representar muitos tipos de formas, sem a lógica do graffiti, mas criando a sua própria característica. Formas líquidas em primeiro plano que conversam com traços retos não-paralelos que preenchem o fundo, e questionam até mesmo seus próprios elementos.

Ele acredita que o trabalho artístico serve exatamente para questionar, para “desnudar mundos possíveis”. Sua intenção, ele diz, não é mudar a sociedade, mas reordená-la. É exatamente isso que Parigi faz. Aprende fazendo. E cria sua própria lógica.

Escrito por ftserrano

Dezembro 11, 2008 em 8:26 pm

Publicado em arte, pintura

Link – 08/12/2008

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Escrito por ftserrano

Dezembro 10, 2008 em 10:10 pm

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Os Simpsons e a Apple

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Uma das melhores tirações dos Simpsons que já vi, nos últimos dias.

O melhor de tudo é que eles só falaram a verdade.

Escrito por ftserrano

Dezembro 2, 2008 em 1:37 am

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Jornalismo à distância

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Sinais do tempo. Um jornal da cidade americana Pasadena demitiu todos os jornalistas e contratou gente na Índia para escrever notícias locais, sobre Pasadena, sem nunca ter pisado nos EUA.

Ainda tô procurando minha opinião sobre isso. O jornal vai ficar muito mais pobre, mas, no atual estado, acho que é perfeitamente possível fazer uma cobertura factual basicona de qualquer lugar. Sejamos realistas, é o que acontece na maior parte das redações online. E, infelizmente, pouca gente não dá a mínima pra qualidade da notícia.

A matéria é do NY Times de ontem, mas vi no Observatório da Imprensa, um texto belíssimo do Luiz Weiss.

Escrito por ftserrano

Dezembro 2, 2008 em 1:14 am

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Link – 1/12/2008

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Escrito por ftserrano

Dezembro 2, 2008 em 12:54 am

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Call center

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Uma coisa escapa nessa pataquada toda das novas regras do call center. Não há como discordar que o tempo que se espera na linha para ser atendido é uma falta de compromisso de empresas – concessionárias de serviços públicos, por sinal (quando a Anatel vai virar realmente um órgão regulador?). Mas esse é apenas um, para não dizer o menor, dos problemas no atendimento telefônico ao consumidor. E o único com o qual o presidente resolveu se preocupar de uma hora pra outra, sem ninguém entender nada.

É inacreditável que até hoje empresas de telecomunicação não consigam organizar sua própria comunicação. Os atendentes não são treinados adequadamente para dar conta de toda a gama de serviços que elas oferecem. Seguem o script com a mesma capacidade de um interruptor. Se o cliente questiona sobre a oferta de um plano qualquer, o atendente nunca sabe o que dizer. Por quê? Não está no script. São treinados, é verdade, para não saber.

O resultado são milhares de brasileiros que assinam planos, aderem a promoções ou serviços acreditando que pagarão certa quatia de mensalidade, mas ao final dos 30 dias, o valor é outro. Não adianta questionar porque isso também não está no script, nem na descrição documentada no Sistema.

Fui uma dessas vítimas. Só neste ano meu humilde ordenado foi roubado umas 5 vezes pela Net e pela Tim porque o atendente explicou TUDO errado na hora de trocar de plano, comprar pacote de não-sei-o-quê.. Na hora de reclamar, a situação é a mesma. O problema é verificado, ficam de entrar em contato. Não consigo nem fazer as contas de quanto navios fico a ver.

Desde a privatização, há dez anos, as Teles deitam e rolam no Brasil. Pagaram baratíssimo por um dos mercados mais lucrativos no mundo. Em troca o governo pediu qualidade de serviço? De certa forma. Cobrou a expansão das áreas de cobertura? Pediu, mas isso ia ser feito do mesmo jeito. Fez questão de que houvesse um teleatendimento bom? Bom, a resposta é essa leizinha agora.

Devaneio – Pra mim, os call centers são um dos maiores símbolos de nosso tempo…

Escrito por ftserrano

Dezembro 2, 2008 em 12:40 am

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